Importa antes de mais dizer que Alberto João Jardim é um político inato e um grande estratega. Se alguém tivesse dúvidas, julgo que mais de três décadas enquanto líder de um partido e presidente do governo regional seriam suficientes para as dissipar. A par disso, Jardim nunca arrepiou caminho perante o Governo da República independemente do partido que o suportasse. E isso é um mérito que ninguém poderá tirar.
Ao longo de todos estes anos, e por diversas vezes, o seu nome foi apontado para diversas cargos nacionais ou europeus, mas esse não era o timing de Jardim, ele criou e marcou o seu próprio destino político, de forma a poder sempre escolher de acordo com a sua estratrégia para o partido e para a região.
É minha convicção, que a demissão do governo regional e consequente eleições, em virtude da Lei de Finanças Regionais, alterou por completo aquele que seria o seu timing de retirada ou de partida para outras funções políticas.
A partir desse momento, fosse qual fosse a estratégia e calendário que AJJ tivesse definido, ficou comprometido, porque as eleições regionais passam a estar em contra-ciclo. Outros factores importante são, a entrada do FMI e consequente queda do governo de Sócrates, o aperto às contas públicas e o cerco mediático feito à Madeira.
Esta sequência de acontecimentos condicionou de sobremaneira a sua candidatura nas últimas eleições regionais. É minha convicção que essa não era a sua intenção nem tão pouco parte integrante da sua estratégia. A urgência dos factos assim o ditou, não o fazer, seria assumir que a sua estratégia estava errada e que ele enquanto líder havia falhado.
Apesar da euforia de alguns partidos da oposição e do nulo apoio do PSD nacional, Jardim garantiu mais uma vitória, menos folgada é certo, mas igualmente importante. De igual importância reveste-se este mandato, se AJJ conseguir cumprir com o memorando, mesmo que não na totalidade, terá sido mais uma batalha ganha.
A par de tudo isto, Jardim está a braços com uma luta interna pela liderança do PSD-M, que a todo o custo tentará evitar e com o processo das autárquicas. Não acredito que mesmo após a disponibilidade apresentada por João Cunha e Silva, Jardim dê espaço para que surjam candidaturas alternativas à de Manuel António e que de algum modo pudesse dividir os seus apoiantes. Para isso, já lhe basta a candidatura de Miguel Albuquerque.
O processo das autárquicas, seria à partida um processo separado, mas a questão de um dos candidatos à liderança do PSD ser autarca, e de ele próprio ao lono do mandato e em diversas situações ter manifestado a sua vontade relativamente ao futuro candidato, torna no caso do Funchal, um processo único. Para evitar que a polémica se alastre a outros concelhos, acredito, que naqueles em que ainda não foi assumido o candidato, venha a acontecer muito brevemente. No caso particular do Funchal e após as últimas que davam conta da intenção de candidatar Sérgio Marques e de toda a polémica que se gerou e que levou ao anúncio da candidatura de Albuquerque à liderança do PSD-M, o agora apoio quer de Manuel António quer de Jardim a Bruno Pereira - escolha pessoal de Albuquerque, tenta de alguma forma esvaziar e enfraquecer a candidatura de Albuquerque, pois a sua base de apoio estaria segundo se supõe na sua equipa autárquica.
Não acredito que este volte face seja suficiente para inquinar a candidatura de Albuquerque, antes pelo contrário, será aproveitado para reforçar que as suas opções estão correctas e que ele tem todas as condições e a estratégia necessária para liderar o PSD e governar a região.
Ao longo de todos estes anos, e por diversas vezes, o seu nome foi apontado para diversas cargos nacionais ou europeus, mas esse não era o timing de Jardim, ele criou e marcou o seu próprio destino político, de forma a poder sempre escolher de acordo com a sua estratrégia para o partido e para a região.
É minha convicção, que a demissão do governo regional e consequente eleições, em virtude da Lei de Finanças Regionais, alterou por completo aquele que seria o seu timing de retirada ou de partida para outras funções políticas.
A partir desse momento, fosse qual fosse a estratégia e calendário que AJJ tivesse definido, ficou comprometido, porque as eleições regionais passam a estar em contra-ciclo. Outros factores importante são, a entrada do FMI e consequente queda do governo de Sócrates, o aperto às contas públicas e o cerco mediático feito à Madeira.
Esta sequência de acontecimentos condicionou de sobremaneira a sua candidatura nas últimas eleições regionais. É minha convicção que essa não era a sua intenção nem tão pouco parte integrante da sua estratégia. A urgência dos factos assim o ditou, não o fazer, seria assumir que a sua estratégia estava errada e que ele enquanto líder havia falhado.
Apesar da euforia de alguns partidos da oposição e do nulo apoio do PSD nacional, Jardim garantiu mais uma vitória, menos folgada é certo, mas igualmente importante. De igual importância reveste-se este mandato, se AJJ conseguir cumprir com o memorando, mesmo que não na totalidade, terá sido mais uma batalha ganha.
A par de tudo isto, Jardim está a braços com uma luta interna pela liderança do PSD-M, que a todo o custo tentará evitar e com o processo das autárquicas. Não acredito que mesmo após a disponibilidade apresentada por João Cunha e Silva, Jardim dê espaço para que surjam candidaturas alternativas à de Manuel António e que de algum modo pudesse dividir os seus apoiantes. Para isso, já lhe basta a candidatura de Miguel Albuquerque.
O processo das autárquicas, seria à partida um processo separado, mas a questão de um dos candidatos à liderança do PSD ser autarca, e de ele próprio ao lono do mandato e em diversas situações ter manifestado a sua vontade relativamente ao futuro candidato, torna no caso do Funchal, um processo único. Para evitar que a polémica se alastre a outros concelhos, acredito, que naqueles em que ainda não foi assumido o candidato, venha a acontecer muito brevemente. No caso particular do Funchal e após as últimas que davam conta da intenção de candidatar Sérgio Marques e de toda a polémica que se gerou e que levou ao anúncio da candidatura de Albuquerque à liderança do PSD-M, o agora apoio quer de Manuel António quer de Jardim a Bruno Pereira - escolha pessoal de Albuquerque, tenta de alguma forma esvaziar e enfraquecer a candidatura de Albuquerque, pois a sua base de apoio estaria segundo se supõe na sua equipa autárquica.
Não acredito que este volte face seja suficiente para inquinar a candidatura de Albuquerque, antes pelo contrário, será aproveitado para reforçar que as suas opções estão correctas e que ele tem todas as condições e a estratégia necessária para liderar o PSD e governar a região.
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