O PSD-M vive dias agitados graças ao anúncio da candidatura de Miguel Albuquerque à liderança do partido.
Há quem tenha classificado este anúncio de extemporâneo. Nada mais errado! Este é o momento, cumprindo-se os estatutos, para que os militantes que entendam candidatar-se à liderança do partido, o assumam publicamente, recolham as assinaturas, contactem as bases, apresentem as suas ideias para o partido e para a região e identifiquem claramente qual a estratégia política da Moção a apresentar aos congressista.
O único motivo para alguém classificar de extemporâneo este anúncio, é o facto de ao longo da história do partido na região, ter havido apenas um candidato a todas as eleições internas. Esse facto, apesar de demonstrar um claro sinal de liderança e unidade em torno de um projecto político que contribuiu decisivamente para o desenvolvimento da região, revela o comodismo de alguns destacados militantes que ao longo dos anos foram sendo designados por "delfins".
Se por um lado, é certo que AJJ apesar de por diversas vezes manifestar vontade de não se recandidatar acabou sempre por o fazer, por outro, a falta de iniciativa e de coragem dos "delfins" em assumir as suas reais intenções em relação ao partido e à região conduziu AJJ à condição de eterno candidato para substituir a si próprio.
É importante que se diga, que AJJ é refém de si próprio. Criou ao longo dos anos uma espécie de pré-requisitos que os candidatos à liderança deveriam ter, transformando aquilo que deveria ser natural e partir da vontade inequívoca de cada militante, numa espécie de luta entre quem tem ou não tem razão, ou quem é a favor ou contra a Madeira.
Mas a candidatura de Miguel Albuquerque, é uma não notícia, diria mesmo que além de expectável é tardia.
Conta já com alguns anos a notória diferença, não apenas de opinião, mas de estratégia sobre o partido e a região, entre Albuquerque e Jardim.
Depois dos sucessivos episódios entre a CMF e GR, em particular com a Vice-Presidência, e dos avanços e recuos nos órgãos do partido, muito me admira que Albuquerque não tenha sido candidato nas últimas eleições internas. Percebo que não quisesse afrontar AJJ, até porque seria previsivelmente derrotado desse combate, mas teria assumido claramente a sua posição.
Estou convencido que um dos principais receios de AJJ, é que o candidato por si escolhido, indicado ou nomeado, não vença as eleições. Não nos esqueçamos, que por força da alteração estatutária o líder é eleito pelas bases e não em congresso. Esse facto por si só, cria incerteza num partido tão acostumado à normalidade que muitas vezes parecia estar em piloto automático.
A verdade, é que a candidatura de Albuquerque é o corolário de anos de visões e opções políticas diferentes das de AJJ e suportadas por sucessivas vitórias eleitorais autárquicas aliada ao facto deste ser o último mandato enquanto autarca.
Resta saber qual o peso de Albuquerque e de Jardim nessas vitórias e se a simpatia que militantes e populares demonstram por Albuquerque e o hipotético apoio de Passos Coelho serão suficientes para conquistar o voto dos social-democratas?
Há quem tenha classificado este anúncio de extemporâneo. Nada mais errado! Este é o momento, cumprindo-se os estatutos, para que os militantes que entendam candidatar-se à liderança do partido, o assumam publicamente, recolham as assinaturas, contactem as bases, apresentem as suas ideias para o partido e para a região e identifiquem claramente qual a estratégia política da Moção a apresentar aos congressista.
O único motivo para alguém classificar de extemporâneo este anúncio, é o facto de ao longo da história do partido na região, ter havido apenas um candidato a todas as eleições internas. Esse facto, apesar de demonstrar um claro sinal de liderança e unidade em torno de um projecto político que contribuiu decisivamente para o desenvolvimento da região, revela o comodismo de alguns destacados militantes que ao longo dos anos foram sendo designados por "delfins".
Se por um lado, é certo que AJJ apesar de por diversas vezes manifestar vontade de não se recandidatar acabou sempre por o fazer, por outro, a falta de iniciativa e de coragem dos "delfins" em assumir as suas reais intenções em relação ao partido e à região conduziu AJJ à condição de eterno candidato para substituir a si próprio.
É importante que se diga, que AJJ é refém de si próprio. Criou ao longo dos anos uma espécie de pré-requisitos que os candidatos à liderança deveriam ter, transformando aquilo que deveria ser natural e partir da vontade inequívoca de cada militante, numa espécie de luta entre quem tem ou não tem razão, ou quem é a favor ou contra a Madeira.
Mas a candidatura de Miguel Albuquerque, é uma não notícia, diria mesmo que além de expectável é tardia.
Conta já com alguns anos a notória diferença, não apenas de opinião, mas de estratégia sobre o partido e a região, entre Albuquerque e Jardim.
Depois dos sucessivos episódios entre a CMF e GR, em particular com a Vice-Presidência, e dos avanços e recuos nos órgãos do partido, muito me admira que Albuquerque não tenha sido candidato nas últimas eleições internas. Percebo que não quisesse afrontar AJJ, até porque seria previsivelmente derrotado desse combate, mas teria assumido claramente a sua posição.
Estou convencido que um dos principais receios de AJJ, é que o candidato por si escolhido, indicado ou nomeado, não vença as eleições. Não nos esqueçamos, que por força da alteração estatutária o líder é eleito pelas bases e não em congresso. Esse facto por si só, cria incerteza num partido tão acostumado à normalidade que muitas vezes parecia estar em piloto automático.
A verdade, é que a candidatura de Albuquerque é o corolário de anos de visões e opções políticas diferentes das de AJJ e suportadas por sucessivas vitórias eleitorais autárquicas aliada ao facto deste ser o último mandato enquanto autarca.
Resta saber qual o peso de Albuquerque e de Jardim nessas vitórias e se a simpatia que militantes e populares demonstram por Albuquerque e o hipotético apoio de Passos Coelho serão suficientes para conquistar o voto dos social-democratas?
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