Durantes algum tempo recusei ver o espaço de comentário de José Sócrates na RTP, por vários motivos, entre eles porque não gosto de autoelogio, e pelo mesmo motivo não vejo o Marcelo Rebelo de Sousa nem o Marques Mendes, e também porque o período de "nojo" ainda vai no adro, mas depois que o José Rodrigues dos Santos entrou em cena, o meu interesse despertou. No primeiro ato, Sócrates foi totalmente apanhado desprevenido, isso via-se estampado na sua cara, a narrativa monocórdica já não tinha lugar ali e o repertório que tinha ensaiado não convencia a outra ponta da mesa. Prometeu preparar-se e ir aos seus arquivos. Prometeu e cumpriu, no segundo ato foi vê-lo a esgrimir argumentos e quando estes não chegaram, usou a velha estratégia dos debates parlamentares, a ofensa. O jornalista registou, educadamente deu disso conta e foi fer o ar enfurecido de Sócrates por ficar sem resposta.
Tentarei acompanhar o próximo ato.
É por episódios como estes que acredito que os antigos governantes deviam evitar a exposição mediática, quando não o fazem devem ter o tratamento de José Rodrigues dos Santos está a aplicar. Gostaria de ver naquela cadeira outros governantes, que dirigiram o país nos últimos quarenta anos.
Este é o ano da Biodiversidade, e é de esperar que Câmara de Lobos desenvolva vários projectos nesta área dando seguimento ao excelente trabalho que tem feito nos últimos anos, sobretudo com o sucesso dos projectos Eco-Escolas, Clean-Up The World e Jornadas do Ambiente. Já por diversas vezes falei do projecto para a criação de um Centro de Educação Ambiental da responsabilidade da Câmara Municipal, seria de todo importante que este ano fosse possível encontrar os parceiros necessários, financeiros, científicos e pedagógicos para que este projecto fosse uma realidade.
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