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Eleições PSD/M III

As eleições internas no PSD/M estão cheias de surpresas, a primeira delas foi a efectivação da candidatura de Miguel Sousa a outra é a opinião de Marcelo Rebelo de Sousa acerca dos candidatos. Eu sou daqueles que acreditavam que Miguel Sousa não iria formalizar a candidatura à liderança do partida, pese embora o seu percurso e as legítimas aspirações que ao longo dos anos foi demonstrando aqui e ali, algumas das vezes de forma mais tímida outras com maior convicção e frontalidade. A verdade é que agora Miguel Sousa é candidato, e no seu discurso afirma ter um programa de governo para a Madeira, que já fez publicar nos órgãos de comunicação social, que apenas li de forma rápida. Acho estranho que a preocupação deste e de outros candidatos seja a apresentação de programas de governo em vez de propostas para a revitalização do partido e para transformar o PSD num partido mais aberto ao exterior, mais cativante, em que a população, e mais importante o seus militantes, se revejam e queiram participar na construção de um futuro colectivo.
Marcelo Rebelo de Sousa, voltou a fazer leituras sobre as eleições internas do PSD/M, no passado, e em dia de congresso regional, lançou o nome de Manuel António Correia, num congresso em que a intervenção do secretário regional do ambiente destacou-se das demais, por o presidente do partido ter impedido o presidente da mesa do congresso de o interromper, o que levou o professor Marcelo a lançar o nome de Manuel António Correia na corrida à liderança do PSD/M. Nesse dia teve de socorrer-se de uma cábula para saber exactamente quem era e o que fazia, algo que não passou despercebido aos militantes e que deu aquela sensação de favor a alguém, como se estivesse a testar um possível candidato. Agora Marcelo volta às análises para dizer que Miguel Sousa é o único capaz de fazer frente a Miguel Albuquerque na corrida à liderança do PSD/M. Esta opinião, soa a teste ou a favor para travar os outros candidatos, não consegui ainda perceber com que alcance ou a pedido de quem.
O que importa neste momento para os militantes, é que agora temos a corrida a quatro e brevemente a cinco, pois não acredito que o Francisco Santos esteja a escrever artigos de opinião no DN para passar o tempo ou para agradar a João Cunha e Silva, mas sim a moldar a opinião pública a apresentação da candidatura do Vice-Presidente do Governo à liderança do PSD/M.
Há muito, que escolhi o meu candidato, sem  recusar o valor dos outros candidatos, acredito que o Sérgio Marques é o que tem condições internas e externas ao PSD/M para conseguir unir o partido e conduzir o PSD/M às vitórias eleitorais.

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