Em política, como no desporto a táctica é importante, diriam alguns que fundamental. Mas quando tudo se resume a táctica, perde-se a magia da espontaneidade e recusamos aceitar o que está mesmo diante de nós.
Na disputa interna do PSD/M também é assim. O presidente do partido, mantém a legitimidade que a última eleição lhe conferiu, e definiu uma estratégia aprovada em congresso e confirmada pelo Conselho Regional, que tem como principal objectivo a definição do calendário eleitoral interno para dezembro deste ano. Após o desaire eleitoral das autárquicas Miguel Albuquerque volta à carga, e de entre as muitas reivindicações, destaca-se a exigência de um congresso antecipado, opinião também defendida por Miguel de Sousa (que ainda não percebi se será candidato ou não, por enquanto é apenas fogo de vista).
Após as manobras Jardim-Albuquerque, numa espécie de exercício militar de posicionamento de tropas, em que um, fez já rolar algumas cabeças mais afoitas, o outro força a corda e entrega 640 assinaturas a exigir um congresso antecipado.
Em nome da clareza, convém lembrar que Sérgio Marques sempre defendeu a manutenção do calendário eleitoral interno tal como definido em congresso. Após a entrega das assinaturas, sugeriu, face ao número de subscritores, que o mesmo seja então realizado o mais urgente possível de forma a garantir que a nova liderança prepare já as eleições europeias, e haja eleições regionais a tempo de aprovar o orçamento regional para o próximo ano.
Solução prontamente descartada por Albuquerque, que apenas pretende congresso após as eleições europeias.
Percebe-se, ninguém gosta de entrar a perder. É um dado praticamente adquirido que o PSD perderá as eleições europeias, arrisca-se a que a Madeira não tenha um candidato em lugar elegível nas listas do PSD - se isso acontecer, é certo que o PS terá.
Como é óbvio, Albuquerque sabe isto muito bem, e como tal não quer essa responsabilidade, prefere antes que seja novamente Jardim a ficar com o ónus da derrota, o que certamente lhe garantiria mais alguns votos.
E é precisamente neste pormenor que reside parte da estratégia que Albuquerque não mostra aos militantes.
Quanto à notícia do JM sobre os apoiantes de Albuquerque, a referência aos "ex" num certo tom de desprezo, como se tivessem sido dispensados, convém lembrar, que pelo menos um deles, Gregório Ornelas, teve a coragem e a ética, de em tempo oportuno, informar o presidente do partido e os militantes de Câmara de Lobos que não estava disponível para um novo mandato, dando assim tempo, para que o partido se prepara-se e escolhesse o candidato que reuni-se as melhores condições para garantir um bom resultado eleitoral ao partido, como veio a acontecer. Pena que nem todos lhe sigam o exemplo.
Na disputa interna do PSD/M também é assim. O presidente do partido, mantém a legitimidade que a última eleição lhe conferiu, e definiu uma estratégia aprovada em congresso e confirmada pelo Conselho Regional, que tem como principal objectivo a definição do calendário eleitoral interno para dezembro deste ano. Após o desaire eleitoral das autárquicas Miguel Albuquerque volta à carga, e de entre as muitas reivindicações, destaca-se a exigência de um congresso antecipado, opinião também defendida por Miguel de Sousa (que ainda não percebi se será candidato ou não, por enquanto é apenas fogo de vista).
Após as manobras Jardim-Albuquerque, numa espécie de exercício militar de posicionamento de tropas, em que um, fez já rolar algumas cabeças mais afoitas, o outro força a corda e entrega 640 assinaturas a exigir um congresso antecipado.
Em nome da clareza, convém lembrar que Sérgio Marques sempre defendeu a manutenção do calendário eleitoral interno tal como definido em congresso. Após a entrega das assinaturas, sugeriu, face ao número de subscritores, que o mesmo seja então realizado o mais urgente possível de forma a garantir que a nova liderança prepare já as eleições europeias, e haja eleições regionais a tempo de aprovar o orçamento regional para o próximo ano.
Solução prontamente descartada por Albuquerque, que apenas pretende congresso após as eleições europeias.
Percebe-se, ninguém gosta de entrar a perder. É um dado praticamente adquirido que o PSD perderá as eleições europeias, arrisca-se a que a Madeira não tenha um candidato em lugar elegível nas listas do PSD - se isso acontecer, é certo que o PS terá.
Como é óbvio, Albuquerque sabe isto muito bem, e como tal não quer essa responsabilidade, prefere antes que seja novamente Jardim a ficar com o ónus da derrota, o que certamente lhe garantiria mais alguns votos.
E é precisamente neste pormenor que reside parte da estratégia que Albuquerque não mostra aos militantes.
Quanto à notícia do JM sobre os apoiantes de Albuquerque, a referência aos "ex" num certo tom de desprezo, como se tivessem sido dispensados, convém lembrar, que pelo menos um deles, Gregório Ornelas, teve a coragem e a ética, de em tempo oportuno, informar o presidente do partido e os militantes de Câmara de Lobos que não estava disponível para um novo mandato, dando assim tempo, para que o partido se prepara-se e escolhesse o candidato que reuni-se as melhores condições para garantir um bom resultado eleitoral ao partido, como veio a acontecer. Pena que nem todos lhe sigam o exemplo.
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