Avançar para o conteúdo principal

Eleições internas PSD/M

Amanhã, 2 de Novembro, realizam-se eleições internas no PSD/M, pelo que, hoje espera-se seja um dia de reflexão para os militantes sociais-democratas.
Umas eleições, que terá a particularidade de pela primeira vez Alberto João Jardim ter que as disputar com outro candidato.
Neste espaço, em opiniões anteriores, fiz algumas considerações acerca dos candidatos que então se manifestaram. O facto de Jardim se candidatar retirou para mim algum interesse, e criou um conjunto de  situações que em nada dignificam o partido, a par do episódio Bruno Pereira - apoio a Jardim e posterior suspensão de mandato na CMF -, que terá os seus custos políticos, não apenas em termos internos mas de credibilidade junto da população, mas a esse assunto voltarei em devido tempo.
A candidatura de AJJ não traz nenhuma novidade, nem disso estava à espera. É a continuação de um modelo de desenvolvimento e de estratégia que seguiu ao longos destes 36 anos, com resultados positivos, não hajam dúvidas. A sua equipa apresenta maior conhecimento dos dossiers, não que isso se reflicta de forma visível na actuação da Comissão Política, e experiência de governação.
Miguel Albuquerque tem uma equipa desequilibrada, se por um lado apresenta candidatos com provas dadas, na política ou na sua actividade profissional, por outro tem elementos em que essas qualidades não tão marcantes, não me refiro a questões de idades, mas sim de personalidade. Reconheço que para isso muito terá contribuindo o facto de a candidatura oposta ser protagonizada por AJJ, o que poderá ter condicionado a aceitação do convite para integrar a lista. A postura que quer o candidato quer a equipa manifestaram ao longo da campanha, deixa a perspectivar um enfoque e estratégia diferente para o desenvolvimento da região.
Tive o cuidado de ler as duas moções e ambas reflectem a minha perspectiva das candidaturas. Sei que muitos militantes não as leêm, sobretudo porque se habituaram a uma única candidatura.
Mas mais que o resultado das eleições de amanhã e do congresso, preocupa-me a capacidade do partido para viver com esta nova realidade. O pior que podia acontecer ao PSD/M não era perder a maioria nas próximas eleições, mas, perante uma oposição que não tem sido capaz de se apresentar como alternativa não ser capaz de ser alternativa a si próprio.

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Ridicularizar

A Presidente da Associação Madeirense das Mulheres Empresárias, conseguiu ridicularizar a atribuição de um Prémio que tem tudo para ser uma coisa "séria". Começa pelo nome, "International Woman Award", a ideia vem de uma senhora com um nome tipicamente madeirense, Giuliana Vignolo, como o nome é internacional, pode-se dizer os maiores diaparates, insultar as mulheres madeirenses, sejam elas empresárias ou não, porque o prémio é "international". Acham que estou a ser muito crítico, então vejam: Prémio Emprearial - Oprah Winfrey, sim essa mesma, a apresentadora norte-americana; Prémio Profissional - Conceição Estudante, Secretária Regional do Turismo e Transportes, mas a cereja no topo do bolo é o 3º prémio, Prémio na Área dos Resultados Humanos - Dolores Aveiro, quem? Esta associação foi criada em princípio para valorizar e promover o empreendedorismo desenvolvido por mulheres, supostamente madeirenses, ou supostamente a desenvolver a sua actividade nos li...

Bom filho a casa torna

Numa altura em que dizem que os blogues deixaram de estar na moda, decidi voltar a escrever e manter espaço activo e dinâmico. Com um novo nome e talvez quem sabe um novo layout,  espero conseguir motivar-me a fazer deste espaço um lugar de reflexão. Vamos ver!

Analisando os resultados

O resultado do PSD está longe ser brilhante em Câmara de Lobos, mesmo nas freguesias onde mantivemos uma maioria confortável, os sinais são claros de que outros partidos, nomeadamente o CDS/PP mantem uma tendência de crescimento. Há algum tempo atrás, escrevi aqui, aquela que era a minha convicção, que João Isidoro teria um mau resultado, muito aquém do que ele próprio e afirmava e que alguma comunicação social alimentava. Estava errado, teve um muito bom resultado, sobretudo se atendermos ao facto de o seu partido ser composto maioritariamente senão na totalidade por ex-militantes socialistas, e pelo pouco tempo de existência enquanto partido político na região. Mas o que mais me surpreendeu no resultado do MPT, e que levanta sérias dúvidas e alguma preocupação, é que o crescimento verificado relativamente às eleições legislativas, não se fez à custa do eleitorado socialista como erradamente se afirmou, mas sim do eleitorado social democrata. O PS teve o resultado que se esperava, o s...