Deixo aqui a minha intervenção no IV Conselho Regional da JSD/M, no passado dia 19 de Março em Machico.
Em primeiro lugar quero felicitar todos aqueles que numa situação difícil, como aquela que vivemos no passado dia 20 de Fevereiro, prescindiram de estar no conforto e segurança das suas casas, para ajudarem quem mais precisava. A determinação e o espírito combativo que tanto caracteriza o nosso povo, aliado à dinâmica e e voluntarismo da nossa juventude, é exemplo claro de um povo que sabe vencer contrariedades. Nunca o slogan ‘Conquista um Mundo Melhor - Chega-te à Frente’ fez tanto sentido.
Sempre nos orgulhamos de vencer os obstáculos que a natureza e a orografia da ilha nos impunham.
Cultivamos as encostas, conferindo-lhe a topografia dos poios que tão bem caracterizam a nossa paisagem mais rural, construímos as levadas, exemplo da capacidade inventiva do homem, permitindo fazer chegar a água, onde esta não havia.
Soubemos construir as estradas, serpenteando as encostas, ou furando os montes, num autêntico monumento à coragem e determinação dos homens desta terra.
É essa capacidade inventiva, de vencer as contrariedades e constragimentos que a ilha nos colcoa, que temos uma vez mais de demonstrar.
Somos um partido de poder!
Somos o partido do poder!
É da nossa responsabilidade o desenvolvimento da região, assumimo-lo com orgulho. Também precisamos de saber reconhecer e aceitar, que podemos fazer mais e melhor para minimizar os riscos, de uma luta desigual, entre o homem e a força indomável da natureza.
Importa à JSD/Madeira, enquanto maior organização política de juventude da região, promover o debate, como hoje, quer interna quer externamente com a sociedade, no sentido de apresentar um plano estratégico para o desenvolvimento territorial.
Sei que somos capazes, já o fizemos no passado, em diversas áreas, na Educação, na Cultura, no Emprego, no Ambiente, no Social, é chegada a hora do Urbanismo.
Discutir Urbanismo e Planeamento do Território, não é uma tarefa exclusiva de Arquitectos e Engenheiros, envolve também Geólogos, Geografos, Biólogos e entidades tão diversas como as Autarquias, Governo, Protecção Civil e sempre que possível as Universidades.
Por ironia do destino, ou não, a JSD num passado recente realizou um Diálogo de Gerações, denominado ‘Catástrofes Naturais no Arquipélago da Madeira: desde quando e como agir?’, também o Município de Câmara de Lobos, tinha agendado um workshop, entretanto temporariamente adiado, denominado ‘Protecção Civil nas Dinâmicas Territoriais - Contributo para o Planeamento, Gestão de Emergência e Ordenamento do Território’, estes dois projectos são o exemplo cabal, de como as autarquias e a própria JSD estão sensibilizadas para a importância do Planemanto Territorial.
A perda de vidas humanas é irreparável, não existem palavras nem financiamentos capazes de minimizar.
O nosso propósito, enquanto geração com a responsabilidade de assegurar um mundo equilibrado e sustentável, é prepararmo-nos para enfrentar todo o tipo de desafios, entre eles, os de ordem climatérica, que desde sempre assolaram a nossa ilha, como os registos históricos bem o demonstram.
São inúmeras as questões que se colocam, a ocupação territorial, o pastoreio desregrado e a reflorestação das encostas, a pavimentação das estradas - betão ou calçada, a canalização das ribeiras - que é diferente de ocupar o leito e estreitar a foz das ribeiras e os planos directores municipais. São questões demasiado complexas, quer do ponto de vista técnico quer do ponto de vista social e humano. Quero acreditar, que qualquer pessoa prefere viver num meio mais urbano, ou em zonas com uma orografia mais plana, que torna as construções mais baratas, a viver rodeado por perigos de deslizamentos e derrocadas. Mas também sei, que em muitos casos, se não a grande maioria, as dificuldades financeiras das famílias, aliada à construção, de mão-de-obra própria, ou clandestina é a única forma que encontram para terem habitação própria.
Não esperem que vos traga soluções, esta não é a minha área de formação. Para além da vontade de ajudar, do respeito pelos outros e pelo que me rodeia, sou um simples curioso e nada mais.
Proponho que à semelhança do que aconteceu com os Fóruns Sociais, também para esta questão, seja criado um espaço de debate e reflexão, com a participação de todos, para que de uma forma clara, consciente e suportada em factos e dados técnicos e científicos, possamos apresentar uma estratégia de desenvolvimento territorial.
Sejamos conscientes e responsáveis, pois se não formos capazes de criar condições para garantir o equilíbrio entre o desenvolvimento, o bem-estar, a qualidade de vida e a sustentabilidade ambiental, social, económica e territorial, então não seremos dignos de exigir que outros o façam para NÓS!
Em primeiro lugar quero felicitar todos aqueles que numa situação difícil, como aquela que vivemos no passado dia 20 de Fevereiro, prescindiram de estar no conforto e segurança das suas casas, para ajudarem quem mais precisava. A determinação e o espírito combativo que tanto caracteriza o nosso povo, aliado à dinâmica e e voluntarismo da nossa juventude, é exemplo claro de um povo que sabe vencer contrariedades. Nunca o slogan ‘Conquista um Mundo Melhor - Chega-te à Frente’ fez tanto sentido.
Sempre nos orgulhamos de vencer os obstáculos que a natureza e a orografia da ilha nos impunham.
Cultivamos as encostas, conferindo-lhe a topografia dos poios que tão bem caracterizam a nossa paisagem mais rural, construímos as levadas, exemplo da capacidade inventiva do homem, permitindo fazer chegar a água, onde esta não havia.
Soubemos construir as estradas, serpenteando as encostas, ou furando os montes, num autêntico monumento à coragem e determinação dos homens desta terra.
É essa capacidade inventiva, de vencer as contrariedades e constragimentos que a ilha nos colcoa, que temos uma vez mais de demonstrar.
Somos um partido de poder!
Somos o partido do poder!
É da nossa responsabilidade o desenvolvimento da região, assumimo-lo com orgulho. Também precisamos de saber reconhecer e aceitar, que podemos fazer mais e melhor para minimizar os riscos, de uma luta desigual, entre o homem e a força indomável da natureza.
Importa à JSD/Madeira, enquanto maior organização política de juventude da região, promover o debate, como hoje, quer interna quer externamente com a sociedade, no sentido de apresentar um plano estratégico para o desenvolvimento territorial.
Sei que somos capazes, já o fizemos no passado, em diversas áreas, na Educação, na Cultura, no Emprego, no Ambiente, no Social, é chegada a hora do Urbanismo.
Discutir Urbanismo e Planeamento do Território, não é uma tarefa exclusiva de Arquitectos e Engenheiros, envolve também Geólogos, Geografos, Biólogos e entidades tão diversas como as Autarquias, Governo, Protecção Civil e sempre que possível as Universidades.
Por ironia do destino, ou não, a JSD num passado recente realizou um Diálogo de Gerações, denominado ‘Catástrofes Naturais no Arquipélago da Madeira: desde quando e como agir?’, também o Município de Câmara de Lobos, tinha agendado um workshop, entretanto temporariamente adiado, denominado ‘Protecção Civil nas Dinâmicas Territoriais - Contributo para o Planeamento, Gestão de Emergência e Ordenamento do Território’, estes dois projectos são o exemplo cabal, de como as autarquias e a própria JSD estão sensibilizadas para a importância do Planemanto Territorial.
A perda de vidas humanas é irreparável, não existem palavras nem financiamentos capazes de minimizar.
O nosso propósito, enquanto geração com a responsabilidade de assegurar um mundo equilibrado e sustentável, é prepararmo-nos para enfrentar todo o tipo de desafios, entre eles, os de ordem climatérica, que desde sempre assolaram a nossa ilha, como os registos históricos bem o demonstram.
São inúmeras as questões que se colocam, a ocupação territorial, o pastoreio desregrado e a reflorestação das encostas, a pavimentação das estradas - betão ou calçada, a canalização das ribeiras - que é diferente de ocupar o leito e estreitar a foz das ribeiras e os planos directores municipais. São questões demasiado complexas, quer do ponto de vista técnico quer do ponto de vista social e humano. Quero acreditar, que qualquer pessoa prefere viver num meio mais urbano, ou em zonas com uma orografia mais plana, que torna as construções mais baratas, a viver rodeado por perigos de deslizamentos e derrocadas. Mas também sei, que em muitos casos, se não a grande maioria, as dificuldades financeiras das famílias, aliada à construção, de mão-de-obra própria, ou clandestina é a única forma que encontram para terem habitação própria.
Não esperem que vos traga soluções, esta não é a minha área de formação. Para além da vontade de ajudar, do respeito pelos outros e pelo que me rodeia, sou um simples curioso e nada mais.
Proponho que à semelhança do que aconteceu com os Fóruns Sociais, também para esta questão, seja criado um espaço de debate e reflexão, com a participação de todos, para que de uma forma clara, consciente e suportada em factos e dados técnicos e científicos, possamos apresentar uma estratégia de desenvolvimento territorial.
Sejamos conscientes e responsáveis, pois se não formos capazes de criar condições para garantir o equilíbrio entre o desenvolvimento, o bem-estar, a qualidade de vida e a sustentabilidade ambiental, social, económica e territorial, então não seremos dignos de exigir que outros o façam para NÓS!
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